6.5.13

She Will Be Loved - Capitulo 1


                                  ''She Will Be Loved'' ''E ela será amada''

         Estava conversando com as estrelas. Sim, eu pareço uma doida; mas nem tudo é o   que parece. Eu estava falando com minha mãe, uma das minhas coisas favoritas de fazer.
Todos os dias eu converso com ela, a estrela mais brilhante de todas... 

''Mãezinha, se você soubesse o quanto seria bom se a senhora voltasse...'' 

Vi que estava tarde, então, antes de adormecer cantarolei pela última vez naquele dia: ''She Will Be Loved''.

''Vi-me caindo, mas.. Onde é que estou? Cadê minha casa? Caindo, num buraco profundo... Profundo... Espera, há uma luz ali. MAMÃE?''

Acordei super assustada. Ah, era apenas um sonho, ou melhor ''pesadelo''...
Ótimo, perdi o sono! Olhei rapidamente para o relógio ao lado da cama: 07:00

Ok, está muito cedo, mas eu tô é nem aí. Vou no Starbucks...

Coloquei uma legging, uma blusa de manga comprida e um casaco. Peguei as chaves de casa e saí.

Que frio! Eu acho que é porque não estou acostumada, raramente eu saio do meu quarto.. Eu moro aqui desde pequena e não conheço NINGUÉM da vizinhança! Não gosto de me enturmar. Parei na calçada e fiquei fitando o nada, até que aparece um menino do outro lado da rua, provavelmente o vizinho que eu nunca vi na minha vida.

Ele sorriu pra mim, um sorriso que eu nunca havia visto, ''um sorriso dos deuses''.
Sorri, não sei porque mas eu sorri. Logo encarei o chão e senti meu rosto queimando, tenho certeza que corei.

Dobrei a esquina e fui andando até o Starbucks, cheguei lá e me sentei em uma mesa. Peguei meu celular e comecei a ver fotos, desde que minha mãe se pois a falecer eu nunca mais tirei fotos.

Passei uma por uma, uma lágrima escorria sobre meu rosto até que acordo de meus devaneios.

''Olá senhorita, o que deseja?'' Disse o atendente.

''Hm? Ah, oi. Eu quero um muffin e um milkshake de chocolate pequeno.'' Eu falei.

''Só um minuto!'' Ele me respondeu gentilmente e eu sorri.

Segundos depois meu pedido chega, comi, paguei e fui calmamente até a porta. Caminhei até chegar no quintal, abri a porta, tirei meus sapatos e o casaco.

Liguei a TV e me sentei no sofá. Por quê o Andy trocou o Woody? Sim, eu estava vendo Toy Story. Sabe aquela famosa frase de ''Todos nós temos uma criança interior''? No meu caso, eu era completamente uma criança.

Subi para meu quarto e fui pra janela, meu recém conhecido ''vizinho'' estava lá, sentado sobre a porta de sua casa. O fitei, quando ele percebeu, rapidamente puxei a cortina sobre meu corpo. 

Saí de lá, fui no banheiro e tomei um banho reconfortante. Me sequei, coloquei uma calça de moletom e um casaco da G.A.P, puis meus Vans e e fui até lá fora.

Sentei na grama e fiquei olhando o movimento. Logo aquele mesmo garoto que encontrei hoje pela manhã apareceu, de novo. 

Ele logo me viu e atravessou a rua, sentou sobre a calçada e me olhou. Fez um sinal com a cabeça para mim acompanhá-lo, eu lá vou dar bola pra pessoa que eu nem conheço.
Balancei a cabeça negando e ele levantou-se, pediu para ir até o local que eu estava. Ok, vou deixar...

''Olá, linda'' Ele disse, com uma voz rouca.

''Oi.'' Eu respondi.

''Meu nome é Harry, Harry Styles.'' Ele disse sorrindo.

''Meu nome é...'' Ele me interrompeu.

''Seunome, não é?'' Ele perguntou sorrindo.

''Você é algum tipo de mágico?'' sorri.



''Não, não, é que eu.. Er.. Minha mãe conhecia sua.'' Ele disse meio confuso.

''Atá...'' Disse, enquanto uma lágrima escorria.

''Er.. Eu sinto muito, muito mesmo Seunome.'' Ele passou levemente o dedo onde escorria a lágrima. ''Ei, olha pra mim.''

Olhei.

''Seu sorriso é lindo, por quê você nunca o mostra?'' Ele disse sorrindo.

''Não quero falar sobre isso, por favor...'' Eu retribui o sorriso tentando ser amigável.

''Seunome, posso te chamar de SeuApelido?'' Ele perguntou.

''É claro que sim, Harry.'' Eu sorri.

Ele sorriu de volta, poucos segundos depois eu sentia a respiração dele. Quando vi, estávamos nos beijando. Um beijo doce, se eu pudesse nunca sairia deste beijo. Borboletas faziam a festa em minha barriga.

''Er.. Me desculpe'' Ele disse coçando a cabeça.

''Não, a culpa não é sua, não se preocupe!'' Eu tentei reconfortá-lo.

''Ei, SeuApelido, que tal vermos um filme hoje na minha casa?'' Ele perguntou nervoso.

''Eu adoraria.'' Sorri.




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